Anónimo disse...
Grande Texto, irónico ou sardónico, mas gosto do Paulo Guinote. Ele é quase o meu herói do coiso e tal e tal e coisa, que é comum na sua postura.
Se quisesse ser popular e à "Aleixo", escreveria sobre a figura qualquer coisa parecida com:
" Para si próprios não sabem.
Mas insistem em dar lições.
E mesmo que a si se gabem,
Não passam de aldrabões."
Se quiser ser iluminista iria buscar Voltaire para caracterizar umbigalmente o colega:"Dissimular: virtude de rei e de camareira".
Se quisesse ir mais além no tempo e na História diria como Malebranche:
" Há muitas pessoas a quem a vaidade faz falar grego, e, até, por vezes, uma língua que não entendem".
Mas sinceramente se quiser ser actual e fazendo uma leitura semiótica nem sequer muito aprofundada dos seus muitos escritos pseudo intelectuais, pseudo criticos e, este que cita, mais do que vaidade, padece da mais refinada hipocrisia, diria que despe-se este homem até ao seu umbigo da seguinte forma:
"Não há hipócrita que saiba resistir ao exame de uma longa, de uma paciente observação, e o trabalho dissimulado de um ano perde-se na distracção de um minuto."
O Homem distrai-se minutos infindos! E quase como loucura escatológica chega a acreditar que é deus omnisciente e omnipresente, mais do que simples pastorito!
Deixá-lo ter aparições, senão enlouquece! Já agora, a minha prece: que vá e que arranje um lugarzito, nem que seja de bancada sentada! Temos o bruxo da Madalena, a Santinha da Ladeira, porque não um "D. Guinote de La Pança"? Não há mesmo pachorra!
2 de Março de 2009 19:52
Este comentário foi deixado por um anónimo no blogue Bilros e Berloques.
Gostei dele e por isso aqui fica. O anónimo seu autor decerto perdoará a ousadia!
É um anónimo sem cotão em lado nenhum, tenho a certeza!
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